Equoterapia

A Equoterapia é definida como um método terapêutico e educacional que utiliza o cavalo dentro de uma abordagem interdisciplinar nas áreas da saúde, educação e equitação, buscando o desenvolvimento físico, psíquico e social de pessoas com necessidades especiais (ANDE-Brasil). É reconhecida como método terapêutico pelo conselho Federal de Medicina (1997) e CREFITO (Conselho Regional de Fisioterapia e Terapia Ocupacional) – 2008.

Os primeiros relatos sobre os efeitos terapêuticos do cavalo foram descritos antes de Cristo por Hipócrates (458-370 a.C.), que indicava a seus pacientes andar à cavalo para regeneração da saúde. Várias obras e trabalhos foram desenvolvidos associando o cavalo ao ser humano em parceria nas conquistas históricas e também voltadas aos benefícios terapêuticos. Estudos mais aprofundados sobre o tema tiveram maior aprofundamento no 2º pós guerra mundial, onde se observou e comprovou que os soldados que andavam à cavalo se recuperavam mais rápido no pós trauma físico e psicológico do que aqueles que não realizavam a montaria. A equoterapia chegou no Brasil em 1972 e hoje é praticada em vários países.

O motivo principal da utilização do cavalo na habilitação ou reabilitação motora, provém de seu movimento ao passo, característico por ser ritmado, repetitivo e simétrico.

Esse movimento “tridimensional” (para cima e para baixo, para frente e para trás e para um lado e para o outro) provoca um deslocamento da pelve do praticante (paciente), semelhante ao que uma pessoa realiza ao andar, propiciando a conscientização corporal do portador de deficiência e estimulando a aprendizagem ou re-aprendizagem da marcha.

Além da habilitação ou reabilitação motora, a interação cavalo e praticante permite trabalhar aspectos como afetividade, auto-confiança, socialização e dificuldades de aprendizagem. Dessa forma, o cavalo propicia desenvolver atividades motoras, psicomotoras, cognitivas e afetivas e, assim, obter uma eficaz reintegração do praticante à sociedade.

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